Pessoal, bom dia. Estava com saudades de postar neste humilde espaço, embora pouqíssimas pessoas tenham paciência e tempo a perder com estas parcas linhas (risos).
Como vocês sabem, eu costumo postar sobre diversos assuntos, porém, sempre de uma forma mais humana e legal de se ler. Acho chato pra caramba postagens de protesto, como a que fiz em 14 de outubro de 2008, com o título "VOLTEI".
Infelizmente hoje, quero postar aqui um texto escrito por um grande amigo que me reservo no direito de não publicar seu nome, mas que reflete bem a realidade das empresas de hoje - uma verdadeira caça às bruxas para implementarem interesses obscuros dentro das organizações.
Segue o texto:
Pessoal,
Inicio esse pedindo desculpas por tomar vosso precioso tempo, assim como utilizar-me de vossos e-mails coorporativos para transmitir minha mensagem, porém não possuo vossos contatos pessoais. E aproveito para agradecer imensamente as oportunidades que me foram dadas, até o momento.
Estive no convívio desse maravilhoso grupo por dois anos de minha vida, onde de tudo ocorreu, muitas conquistas, muitos sorrisos, muitas lagrimas, mas uma só certeza, que a equipe (em geral) sempre foi muito boa. Por esse motivo, peço mesmo as pessoas que não conheço que depositem um voto de confiança nesse grupo, pois todos merecem, são guerreiros, e mesmo com o pouco (ou nenhum) recurso de infra estrutura que possuem fazem, quase que cem por cento das vezes, um excelente trabalho, ainda que pouco reconhecido.
Problemas? Possuem vários, alguns dele inclusive gerados por pessoas do próprio grupo, mas todos dão sempre o melhor de si para que continue acontecendo o que há de acontecer.
Senhores, caça as bruxas, mecanismo que foi amplamente utilizado na idade média (vide final do e-mail), e que no mundo coorporativo ainda é muitissimo util, porém senhores torço de coração, para que dê resultado, ou seja, que a partir dessa data todos os problemas do setor de transportes acabem, ou a gestão inquisidora continuará a caça de falhas que muitas vezes não estão nas pessoas, mas sim nos processos, e principalmente na infra estrutura deficiente que o transporte possui.
Tenho pleno conhecimento que as companhias vivem a dicotomia em crescer suas vendas exponencialmente e ao mesmo tempo reduzir vertiginosamente seus custos (sem ampliação de estrutura), pois bem, temos assim uma fabrica de ausentes, pessoas que adoecem cumprindo as funções para que foram contratadas e o adoecimento “proposital” é tido como motivo para suas dispensas.
Saio com a cabeça em pé, mas com o orgulho ferido, pois a maneira com que as coisas foram conduzidas deixaram-me numa condição de réu, como se todos os problemas que a companhia passou fosse culpa minha, o sentimento que saí foi de não possuir comprometimento ou responsabilidade com os assuntos da companhia, o que não reflete a realidade, pois sempre estive comprometido e tentando da melhor forma possível todas as tarefas a mim atribuídas, mesmo quando trabalhava afastado por problemas de saúde.
Se não errei? Sem duvida o fiz, mesmo por que sou humano e por fazer parte dessa classe, sou passível de erros, sei também que esses são mensuráveis, os acertos são o objetivo esperado, portanto a obrigação de cada colaborador.
Em determinados momentos de nossa vida, começamos a questionar se vale a pena certos sacrifícios, e como dizia meu superior imediato: “Bem vindo ao mundo coorporativo, se você não serve para viver nele, que vá vender pasteis na feira” (ou algo assim), pois bem acho que será o que farei, afinal o cargo que ocupamos não muda (ou não deveria mudar) nossa personalidade, alias pegando esse gancho, gostaria de me desculpar publicamente se em algum momento fui rude ou áspero com as pessoas, nesse momento eu não estava lidando com as pessoas, mas sim com “profissionais” que a meu ver estavam criando algum problema futuro para a companhia. Mesmo sempre visando o melhor para a companhia, o que não considero um erro, peço desculpas pelo meu modo de agir com os senhores.
Rezarei a todos os que ficam que possam não passar pela ”fogueira inquisitória” a qual os “colaboradores de baixa performance” (acredito que eu me encaixe nessa classe), passam.
Não deixarei meus contatos a todos, quem quiser que os peguem depois comigo por esse e-mail.
Um grande abraço aos amigos, adeus aos colegas e a todos e muito boa sorte.
Um abraço a todos deste espaço e até a próxima postagem.